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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Candidatura Garcia Pereira


"Caros cidadãos e cidadãs,
Decidi aceitar presidir à candidatura nacional apresentada pelo PCTP/MRPP às próximas eleições legislativas e encabeçar a lista pelo Círculo de Lisboa por três razões essenciais:
A primeira é a de que, numa altura de grave crise económica e financeira, enquanto na América se volta à esquerda para procurar enfrentar essa crise, na Europa e em particular em Portugal, se vira à direita face à manifesta incapacidade e mesmo à completa traição dos partidos que se dizem de esquerda e que afinal, como sucedeu com o Governo de Sócrates, se tornam nos primeiros e principais aplicadores das políticas neo-liberais mais extremas e do endeusamento do mercado.
A defesa de um caminho alternativo para vencer a crise, assente na defesa dos interesses de todos aqueles que vivem do seu trabalho e não no sucessivo agravamento das suas já difíceis condições de vida, constitui, assim, um imperativo incontornável.
A segunda razão é a de que, hoje mais do que nunca, a defesa e a aplicação desse caminho alternativo se revelam de enorme importância e urgência, já que, a cada segundo que passa, o futuro do nosso País e em particular dos seus jovens é cada vez mais hipotecado.
Na verdade, a política que o PS e o PSD aplicaram nos últimos 30 anos, conduziu a que sejamos hoje um País praticamente sem agricultura, sem pescas, sem minas, sem indústria e com um sector de serviços de forma geral pouco qualificado e assente num trabalho intensivo e mal pago.
O elevado número de jovens portugueses, designadamente licenciados, obrigados a emigrar, no desemprego ou no sub-emprego, com os respectivos contratos precários e salários de miséria, o envelhecimento e o empobrecimento sucessivo da população (de que 1/5 vive abaixo do limiar mínimo de pobreza) mostram como essa polítics do PS e do PSD emparedou por completo as expectivas e aspirações da nossa juventude e vendeu a pataco todos os principais recursos do nosso País, dos campos, águas e indústrias às nossas capacidades e valências profissionais.
A terceira razão é a de que, depois de nos terem expropriado praticamente de tudo, essas políticas e esses políticos pretendem agora, e de forma cada vez mais evidente, expropriar-nos também do direito à utopia, do direito a sonharmos com uma sociedade mais justa, mais solidária e mais livre, em que a exploração do Homem pelo Homem haja sido banida, em que todas as correntes de opinião se possam fazer ouvir e os cidadãos possam fazer, em consciência e em pé de igualdade, as esolhas que lhe pareçam mais correctas.
Vivemos hoje numa sociedade cada vez mais tirânica e mesmo fascista nos actos, embora nas palavras (ainda) se vão proclamando de democrática. Onde só os que estão no poder têm direito à palavra, seja na Rádio, na Televisão ou nos Jornais. Onde tudo o que é diferente, minoritário ou divergente é de imediato ostracizado, perseguido, silenciado.
Tudo isto enquanto vemos dirigentes ou ex-dirigentes políticos, em particular do PS e do PSD, aparecem ricos de um dia para o outro e envolvidos em toda a sorte de fraudes, corrupções e golpes, que todavia passam completamente impunes sem que ninguém investigue nada nem ninguém faça nada.
Ora é absolutamente imperioso não pôr o joelho em terra contra este estado de coisas. Não virar a cara às dificuldades, aos ataques sem sentido e até às provocações, vindas de quem não quer perder tais privilégios e de quem, compreensivelmente aliás, acha que só os “seus” devem poder falar. E que – perdoe-se-nos a ironia… – ainda têm o desplante de defender que os seus homens e mulheres de confiança podem e devem candidatar-se as vezes que quiserem e aos cargos que bem entenderm, mas já se for um candidato como o Garcia Pereira, credo que lá vem ele de novo e há que procurar calá-lo de vez…
Sou daqueles que pensa que, tal como dizia Martin Luther King, aquilo que nos deve preocupar não é tanto o grito dos maus, mas sim o silêncio dos que se dizem bons. E felizmente muitos, cada vez mais, são os cidadãos que assim pensam também.
A diversidade e o grande número de candidatos independentes, que não são do MRPP mas se revêem por inteiro nas ideias e no programa da candidatura, aí estão para o confirmar. E constituem, para além de uma enorme honra para mim próprio, uma garantia de que esta candidatura é mesmo para ganhar a batalha e alcançar o objectivo que se propõe – eleger um deputado que no Parlamento seja a voz dos que não têm voz e aí defenda os interesses de quem trabalha.
É esse o compromisso que aqui assumo perante vós e para o qual ouso pedir todo o vosso apoio!"

António Garcia Pereira

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