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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

QUEM MANDOU VIR A TRÓICA?

Estávamos no ano 2011, quando Passos Coelho, na sua qualidade de presidente do PSD enviou a carta ao lado a José Sócrates, apoiando o "recurso aos mecanismos financeiros externos", isto é, o célebre resgate.
Agora, neste período de pré-campanha eleitoral, foi feita uma algazarra monumental sobre quem efectivamente mandou vir a Tróica, esquecendo-se sempre, essa gente, de referir as razões profundas que determinaram a sua vinda. Isto, claro está, com o propósito de desviar as atenções do cerne da questão, ou seja, o que levou à criação da dívida e a distribuição dos dinheiros que vieram da Tróica.
É sintomático que na carta se possa ler que a preocupação não é com as pessoas, mas tão somente com a balança de pagamentos e pelo facto de a banca estar há mais de um ano sem acesso aos famigerados mercados. A balança de pagamentos, diz-nos o que exportámos e importámos, ou seja saídas e entradas de divisas e o respectivo saldo, saldo esse que desde 1983 vem sendo largamente negativo, com a excepção de um único ano, e após a entrada da Tróica, com um valor residual de pouco mais de 300 milhões. Será bom de ver que a sequência de anos a fio saindo mais dinheiro do que aquele que entra, implica a criação de dívida, ou seja a necessidade de recurso aos tais mercados financeiros. O que ninguém quer dizer, são as razões que determinaram este saldo negativo e o que se esconde por detrás dele.
Quando a UE deu milhões para o abate da frota de pesca, deu milhões para o abandono da agricultura e também deu milhões para o fim da indústria, atribuindo-nos a prestação de serviços, foi para que não produzíssemos o quer que fosse e ficarmos obrigados a importar,quase tudo, vindo, obviamente de outros países da UE. Eles UE  governos portugueses, sabiam disso e sabiam que uma tal politica nos conduziria a uma situação de endividamento excessivo, mas ainda assim, insistiram e continuam a insistir na deterioração do sector produtivo. Estamos pois, perante um acto premeditado, que visa a manutenção da dívida porque tal serve os interesses financeiros da poderosa Europa  Alemã.
É assim que ocorre a necessidade de um resgate que permitisse a salvação da banca. Com o memorando da Tróica a dívida da banca nacional, uma dívida privada, passou a ser pública, levando ao sufoco dos cortes nos ordenados, nas reformas e em todas as prestações sociais do Povo Português.
Além disso banca é uma actividade económica como qualquer outra, mas é super-protegida pelo sistema, que a isenta do pagamento de alguns impostos e ainda lhe dá benefícios fiscais.
Como a UE, e os seus lacaios internos, continuam a sua politica de destruição do sector produtivo e com ele dos postos de trabalho e porque nessas condições a dívida é impagável, não nos resta outra alternativa que não seja rejeitar o pagamento da dívida e a saída da UE, como forma de recuperarmos a nossa soberania e a nossa economia.
É óbvio  que os partidos do arco da governação e do arco do poder, aqueles que nos conduziram a esta situação não querem discutir estes assuntos e inventam manobras de diversão para distrair o eleitorado e prosseguir na sua política de saque dos rendimentos do Povo.É também evidente que quem chamou a Tróica foram todos eles.
Por isso, dia 4 de Outubro, todos devem votar, mas sobretudo votar naqueles que não estando comprometidos com o sistema, possam assumir a saída da UE, do Euro e do não pagamento da dívida.

E esse voto só pode ser no PCTP/MRPP! 

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