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domingo, 20 de setembro de 2015

O rating português

Com a recta final das eleições à vista, o período de campanha oficial é apenas a recta final, assiste-se à interferência mais descarada das entidades públicas, nacionais e internacionais, apresentando aos eleitores uma imagem distorcida da realidade, tratando esses eleitores como completos ignorantes, fazendo coro com os partidos alternantes na venda do País.
Agora foi a vez da Standard & Poor's, uma das agências de notação financeira, vir à liça em socorro de Passos Coelho, anunciando a subida do rating da dívida portuguesa, não esperando pelo resultado das eleições de 4 de Outubro como inicialmente estava previsto, alegando que "qualquer que seja o resultado das legislativas, a política a seguir pelo próximo governo deverá ser semelhante à seguida até aqui" numa clara ingerência na campanha eleitoral em curso. Estas agências são empresas de avaliação de risco ao serviço do sistema financeiro internacional capitalista. Na avaliação que estas agências fazem, não é levado em linha de conta o descontrolo da dívida, mas só e apenas os mecanismos utilizados pelos governos para satisfazerem as exigências do capital financeiro, isto é, as medidas da austeridade. Tanto assim é, que basta aos responsáveis políticos inscreverem no Orçamento de Estado os montantes que pretendem roubar ao Povo, e cumprir com o saque na execução, para o rating subir! O que estas notações vêm demonstrar é que desde que sejam salvaguardados os interesses do capitalismo internacional (os famigerados mercados), mesmo que à custa do genocídio fiscal do Povo, está tudo bem.
A fome e miséria, os custos e dificuldades nos acessos à Justiça, aos cuidados de saúde, à educação ou habitação, à protecção social na doença, na velhice ou no desemprego, não entram na avaliação destas agências. Ou seja, o que se pretende é a continuação das politicas de empobrecimento do Povo e também do endividamento do País como forma de perpetuar os lucros dos especuladores.
Entretanto os  partidos do arco da governação, PS, PSD e CDS, e os outros do arco do poder, não querem discutir nesta campanha eleitoral, nem em lado nenhum, a forma como foi criada a "nossa" dívida (225 mil milhões) e muito menos as opções, porque ao longo dos quarenta anos de democracia e de muita corrupção, foram eles os responsáveis pela criação desta ignomínia ao Pais.
O Banco Central Europeu (BCE), também veio divulgar que os apoios do Estado à banca privada atingiram os 19,5 mil milhões, uma dívida privada que com o memorando da Tróica passou a pública. Nesta continuação, foi o próprio vice-presidente daquela instituição que veio dizer que não bastava imprimir moeda, era preciso uma mão-de-obra, quanto mais barata, melhor.
Daqui resulta que se não houver uma mudança efectiva do novo governo que irá sair das eleições de 4 de Outubro, a continuação e aumento das medidas de austeridade com que nos impõem a fome e a miséria serão ainda mais inauditas.
Por isso votar no PCTP/MRPP é a primeira forma de combater a imposição dessas medidas, pois é o único partido que luta pela criação de um Governo de Unidade Democrática e Patriótica, que nos faça sair do Euro e da UE e repudie uma dívida que não é nossa, nem foi contraída para nosso benefício, mas apenas para manter sob o jugo da Europa alemã, o nosso País.

DIA 4 DE OUTUBRO, VOTA PCTP/MRPP!

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